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É preciso decidir-se


 
Dublin Core Metadados para o PKP Metadados deste Documento
 
1. Título Título do documento É preciso decidir-se
 
2. ##rt.metadata.dublinCore.primaryAuthor## ##rt.metadata.pkp.primaryAuthor## Luís Manuel Bernardo; FCSH-UNL; Portugal
 
3. Assunto Área(s) do Conhecimento
 
3. Assunto Palavras-chave(s)
 
4. Descrição Resumo Ao parodiarmos vagamente o título do curso que Michel Foucault deu no Collège de France, entre Janeiro e Março de1976 - «Il faut défendre la société» - pretendemos indicar o sentido do que se nos afigura uma nova orientação discursiva, produzida pelo dispositivo da sexualidade. Esta supõe uma espécie de substituição dos seus usos, produtivo, inquiridor, hermenêutico, por uma função legitimadora, implicada menos com a vontade de saber do que com a vontade de ser, nomeadamente, o que já se julga saber, por via da acumulação secular de discursos disciplinares, e apostada num regime de literalidade, que confunde o que as estratégias de poder sucessivamente apartaram: o sexo e a sexualidade, a sexualidade e corpo físico, a identificação e a unicidade ontológica. O mesmo é dizer que, enquanto o dispositivo da sexualidade tem vindo a viabilizar a constituição de identidades complexas, discretas, destinadas a funcionar em diferentes redes de subjectivação, de sujeição e de submissão, cruzando os eixos da verdade e da normalização, ainda que em cada uma dessas redes se operem as tácticas redutoras facilitadas pela ordem do discurso, parece aflorar um movimento misto de recolhimento sistematizador, vocacionado para reforçar a recorrente confusão entre o dispositivo de aliança e o de sexualidade, e de retracção para uma zona ontológica pura, a de uma posição prévia, oriunda de uma escolha, tida por crucial, relativa a uma identidade de género assumida sem ambiguidades, um locus elocutório, a partir do qual o sujeito detém o poder não só dos discursos, mas sobre os discursos. Torna-se, assim, fundamental que cada um se decida - é homem ou mulher, normal ou anormal, aliado ou auto-excluído, produtivo ou improdutivo? - para que os discursos possam sancioná-lo e inscrevê-lo nessa grande narrativa da libertação sexual. Esta alternativa, em teste nas sexualidades periféricas, constituída pelo que designaríamos como uma subjectividade posicional, estabelecida por decisão, indicia um eventual trânsito do dispositivo da sexualidade para o eixo da ética, não em detrimento dos argumentos jurídicos, disciplinares, clínicos, mas, neles, sustentado, levando a uma alteração significativa de alguns dos conceitos axiais, como o de natureza. Na nossa comunicação, pretendemos desenvolver esta reflexão, ressaltando o modo como estes discursos, a cobro da valorização da liberdade de escolha, tornam transparente a conjugação da microfísica e do biopoder.
 
5. Editora Editora, localização
 
6. Contribuidor Patrocínio
 
7. Data (YYYY-MM-DD) 2016-11-16
 
8. Tipo Situação & gênero Avaliado por Pares
 
8. Tipo Tipo
 
9. Formato Formato do Documento
 
10. Identificador Identificador Universal Único (URI) http://fcshocs.fcsh.unl.pt:80/index.php?conference=foucault40&schedConf=mf40vs&page=paper&op=view&path%5B%5D=360
 
11. Fonte Título da Revista/conferência; V., No. (ano) Revisitar Michel Foucault: A Vontade de Saber 1976-2016; Revisitar Michel Foucault: A Vontade de Saber 1976-2016
 
12. Idioma Português=pt pt
 
13. Itens Relacionados Docs. Sups.
 
14. Cobertura Localização geográfica, cronológica, amostra (género, idade, etc.)
 
15. Direitos Direitos de Autor e Permissões Os autores que submetem propostas para esta conferência concordam com os seguintes termos:
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